
“Pena que as armas não atiram rosas,Assim, Eldorado seria um Jardim.Pena que o aroma não era de flores,Pois Camarazal não cheira a jasmim.Carandiru chora prisões inclementes,Candelária clama risos inocentes.O vento percorre cidades e campos E os pés imigrantes procuram seu cantoE um velho poeta falou a essa gente,De portas na cara, de longas estradas,De quem uma casa nem tem pra morar.Justiça? Procuram,Mas onde é que está?Pois sempre escutam, do lado de lá,Um riso satânico de quem não tem planos,De por na cadeia quem manda matar.Matar nosso corpo, matar o sorriso,Matar o juízo de se libertar.Mas qual o caminho? Me vi perguntar.Que essa agonia não jogue semente,Na encruzilhada do desanimar.Mas numa canção juntar nossas mãos,Pra juntos trilharmos a mesma estrada,Plantando na marra uma poesiaQue nos leve um dia ao mundo dos livres.”
2 comentários:
Havia me esquecido...
Todo poema tem autor, mas esse eu desconheço!
É, parece que o ERRE DE RUDSON ganhou um concorrente. Tá certo que são temas diferentes, mas mesmo assim, desejo sorte ao meu pobre blog.
Mas enfim, continue postando, Branca. Tem tudo pra ser um bom blog...
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